Nessa última semana, caiu como
uma bomba na Cidade do Galo, a notícia que Ronaldinho Gaúcho não teria renovado
o seu contrato. O presidente do clube, Alexandre Kalil, havia anunciado no dia
9 de janeiro que contaria com o gaúcho para a temporada 2014.
Com a renovação enfim
concretizada, o que podemos esperar dele? É fato que seu toque de bola refinado
é um motivo a mais de preocupação para os adversários. Entretanto, o Atlético
vem colecionando alguns insucessos jogando fora do Independência. O mais
recente deles, no Marrocos, quando foi derrotado de forma vexatória para o Raja
Casablanca.
Esse tipo de situação precisa ser
revista pelo técnico Paulo Autuori. Um time não pode depender apenas das boas
atuações no seu mando de campo, tendo a necessidade de conquistar preciosos
pontos fora de casa, principalmente numa competição longa como o Campeonato
Brasileiro. Em torneios como o Mundial de Clubes, onde é disputado normalmente
longe de seus domínios, precisa-se da tranquilidade de ter um bom padrão de
jogo ao atuar fora do Horto.
Mas é preocupante como o
Ronaldinho agirá esse ano: se não tem dinheiro (e esse é um indício muito
forte), o jogador fará corpo mole e ainda pode desmotivar outros atletas do
elenco. Além disso, a forma física, fator determinante no futebol moderno, pode
ser outro agravante já que o irmão do Assis não é nem um garotinho.
O Kalil precisa resolver os
problemas extracampo e Autuori necessita de um plano B. O esquema do Galo no
ano passado, o 4-2-3-1, está muito manjado pelos outros clubes. Tirar toda a
responsabilidade dos ombros do Ronaldo e compartilhar com outros jogadores,
pode ser uma solução. O Guilherme é um jogador que passou da hora de se
afirmar. Acredito muito na qualidade dos passes desse atleta, mas ele costuma
ser muito sonolento dentro das partidas, o que irrita o torcedor.
O Campeonato Mineiro pode e deve
servir como laboratório para as outras competições. Pegar os meninos da base
que disputaram a Copa São Paulo e dar oportunidades reais de jogo, poderá
solucionar esse excesso de responsabilidade sobre o R10.
Sendo bem realista, tudo o que o
Atlético não precisa é carregar o ‘dentuço’ de atribuições. Transferir a
responsabilidade para todo o elenco e dar oportunidades para os jovens, poderá
indicar novos caminhos para o clube nesse ano. Porém, todo esse trabalho deve
ser realizado com muita cautela, para não queimar uma ‘prata da casa’.
Não há sucesso sem trabalho, mas
não há trabalho que dure, se não tiver pés no chão e responsabilidade. E nesse
quesito, fico preocupado com as últimas do Sr. Kalil. É esperar para ver.

Nenhum comentário:
Postar um comentário