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domingo, 2 de fevereiro de 2014

Ronaldinho Gaúcho renovou com o Atlético. Mas o que esperar dele para essa temporada?



Nessa última semana, caiu como uma bomba na Cidade do Galo, a notícia que Ronaldinho Gaúcho não teria renovado o seu contrato. O presidente do clube, Alexandre Kalil, havia anunciado no dia 9 de janeiro que contaria com o gaúcho para a temporada 2014.

Com a renovação enfim concretizada, o que podemos esperar dele? É fato que seu toque de bola refinado é um motivo a mais de preocupação para os adversários. Entretanto, o Atlético vem colecionando alguns insucessos jogando fora do Independência. O mais recente deles, no Marrocos, quando foi derrotado de forma vexatória para o Raja Casablanca.

Esse tipo de situação precisa ser revista pelo técnico Paulo Autuori. Um time não pode depender apenas das boas atuações no seu mando de campo, tendo a necessidade de conquistar preciosos pontos fora de casa, principalmente numa competição longa como o Campeonato Brasileiro. Em torneios como o Mundial de Clubes, onde é disputado normalmente longe de seus domínios, precisa-se da tranquilidade de ter um bom padrão de jogo ao atuar fora do Horto.

Mas é preocupante como o Ronaldinho agirá esse ano: se não tem dinheiro (e esse é um indício muito forte), o jogador fará corpo mole e ainda pode desmotivar outros atletas do elenco. Além disso, a forma física, fator determinante no futebol moderno, pode ser outro agravante já que o irmão do Assis não é nem um garotinho.

O Kalil precisa resolver os problemas extracampo e Autuori necessita de um plano B. O esquema do Galo no ano passado, o 4-2-3-1, está muito manjado pelos outros clubes. Tirar toda a responsabilidade dos ombros do Ronaldo e compartilhar com outros jogadores, pode ser uma solução. O Guilherme é um jogador que passou da hora de se afirmar. Acredito muito na qualidade dos passes desse atleta, mas ele costuma ser muito sonolento dentro das partidas, o que irrita o torcedor.

O Campeonato Mineiro pode e deve servir como laboratório para as outras competições. Pegar os meninos da base que disputaram a Copa São Paulo e dar oportunidades reais de jogo, poderá solucionar esse excesso de responsabilidade sobre o R10.

Sendo bem realista, tudo o que o Atlético não precisa é carregar o ‘dentuço’ de atribuições. Transferir a responsabilidade para todo o elenco e dar oportunidades para os jovens, poderá indicar novos caminhos para o clube nesse ano. Porém, todo esse trabalho deve ser realizado com muita cautela, para não queimar uma ‘prata da casa’.

Não há sucesso sem trabalho, mas não há trabalho que dure, se não tiver pés no chão e responsabilidade. E nesse quesito, fico preocupado com as últimas do Sr. Kalil. É esperar para ver.

Volto mais tarde com as impressões de Atlético x Nacional.

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