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terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Libertadores e o Atlético – defesa do título ou vergonha anunciada?

O Galo estreará na mais importante competição da América, no dia 11 de fevereiro e iniciará a luta pela defesa do título, jogando contra o Zamora da Venezuela.

Após a pré-temporada e o início do Campeonato Mineiro, algumas dúvidas são lançadas sobre o atual elenco: enquanto o diretor de futebol do clube, Eduardo Maluf, afirma que o principal trunfo do time é manter a base campeã do ano passado, o Atlético perdeu algumas peças importantes desde o fim da última disputa da Libertadores. Bernard e Júnior César, titulares naquela equipe e ainda Alecsandro, principal artilheiro do clube durante o Brasileiro 2013, mesmo sendo banco.

Outros voltaram, casos de André e Fillipe Souto.

Essa base seria o suficiente para o Galo fazer uma boa campanha na Libertadores? O alvinegro após a conquista da América, teve momentos de altos e baixos no Brasileirão 2013 e a justificativa era a preparação para o Mundial de Clubes. Veio o torneio internacional e a realidade foi bem diferente do que se esperava.

É um fato que o mando de campo no ano passado foi decisivo para a conquista. No Independência, o time se mostra praticamente imbatível, com a torcida pressionando os adversários e apoiando a equipe nos momentos difíceis (vide jogos contra Tijuana e Newell’s Old Boys). Entretanto, o esquema 4-2-3-1 utilizado por Cuca durante 2013 é bastante manjado pelos adversários. Fernandinho, apesar de ser um bom jogador, não tem tantos recursos técnicos como o seu antecessor na posição, Bernard, que acabou indo para o futebol ucraniano graças às suas boas atuações mostradas em 2012 e primeiro semestre do ano seguinte.

Além disso, Paulo Autuori não fez um bom trabalho sequer desde 2005, quando teve a sua última conquista. Não sabemos ainda qual será o plano de trabalho que o treinador apresentará. No último domingo, graças à carência na lateral esquerda, ele utilizou o Dátolo nessa posição. Enquanto esteve por ali, não rendeu, embora não tenha comprometido. Mas ao ser deslocado para o meio, já no final da partida, foi decisivo para o desempate com o passe dado para o Jô.

O tempo de pré-temporada foi bastante curto, muito em função dos compromissos atleticanos no fim do ano passado. É temeroso que esse período seja insuficiente para uma preparação adequada para uma disputa tão pesada, como a Libertadores.

Mesmo mantendo a base, considero o elenco um pouco aquém do ideal para buscar o bicampeonato. Falta um lateral esquerdo e dois zagueiros, ainda mais com a contusão do Emerson, que desfalcará o time pelo menos até o fim da Copa do Mundo. Entendo que seria necessário uma oportunidade para o Dátolo no meio campo, auxiliando o R10 na armação, já que definitivamente, o Guilherme não mostra qualidade que todos esperam dele. Acredito também que seja necessário mais um volante. Pierre e Leandro Donizete são titulares dessas funções, mas Josué não atende à altura no caso de uma substituição. Rosinei também não oferece suporte. Filippe Soutto necessita oportunidades, mas não está preparado ainda para uma Libertadores.


O tempo nos mostrará quais as pretensões reais do Galo durante 2014, mas sem contratações pontuais e um sistema de jogo diferenciado, poderá naufragar em novas decepções, assim como foi no Marrocos. Quem viver, verá.

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