O Galo estreará na mais
importante competição da América, no dia 11 de fevereiro e iniciará a luta pela
defesa do título, jogando contra o Zamora da Venezuela.
Após a pré-temporada e o início
do Campeonato Mineiro, algumas dúvidas são lançadas sobre o atual elenco:
enquanto o diretor de futebol do clube, Eduardo Maluf, afirma que o principal
trunfo do time é manter a base campeã do ano passado, o Atlético perdeu algumas
peças importantes desde o fim da última disputa da Libertadores. Bernard e
Júnior César, titulares naquela equipe e ainda Alecsandro, principal artilheiro
do clube durante o Brasileiro 2013, mesmo sendo banco.
Outros voltaram, casos de André e
Fillipe Souto.
Essa base seria o suficiente para
o Galo fazer uma boa campanha na Libertadores? O alvinegro após a conquista da
América, teve momentos de altos e baixos no Brasileirão 2013 e a justificativa
era a preparação para o Mundial de Clubes. Veio o torneio internacional e a
realidade foi bem diferente do que se esperava.
É um fato que o mando de campo no
ano passado foi decisivo para a conquista. No Independência, o time se mostra
praticamente imbatível, com a torcida pressionando os adversários e apoiando a
equipe nos momentos difíceis (vide jogos contra Tijuana e Newell’s Old Boys).
Entretanto, o esquema 4-2-3-1 utilizado por Cuca durante 2013 é bastante
manjado pelos adversários. Fernandinho, apesar de ser um bom jogador, não tem
tantos recursos técnicos como o seu antecessor na posição, Bernard, que acabou
indo para o futebol ucraniano graças às suas boas atuações mostradas em 2012 e
primeiro semestre do ano seguinte.
Além disso, Paulo Autuori não fez
um bom trabalho sequer desde 2005, quando teve a sua última conquista. Não
sabemos ainda qual será o plano de trabalho que o treinador apresentará. No
último domingo, graças à carência na lateral esquerda, ele utilizou o Dátolo
nessa posição. Enquanto esteve por ali, não rendeu, embora não tenha
comprometido. Mas ao ser deslocado para o meio, já no final da partida, foi
decisivo para o desempate com o passe dado para o Jô.
O tempo de pré-temporada foi
bastante curto, muito em função dos compromissos atleticanos no fim do ano
passado. É temeroso que esse período seja insuficiente para uma preparação
adequada para uma disputa tão pesada, como a Libertadores.
Mesmo mantendo a base, considero
o elenco um pouco aquém do ideal para buscar o bicampeonato. Falta um lateral
esquerdo e dois zagueiros, ainda mais com a contusão do Emerson, que desfalcará
o time pelo menos até o fim da Copa do Mundo. Entendo que seria necessário uma
oportunidade para o Dátolo no meio campo, auxiliando o R10 na armação, já que
definitivamente, o Guilherme não mostra qualidade que todos esperam dele. Acredito
também que seja necessário mais um volante. Pierre e Leandro Donizete são
titulares dessas funções, mas Josué não atende à altura no caso de uma
substituição. Rosinei também não oferece suporte. Filippe Soutto necessita
oportunidades, mas não está preparado ainda para uma Libertadores.
O tempo nos mostrará quais as
pretensões reais do Galo durante 2014, mas sem contratações pontuais e um
sistema de jogo diferenciado, poderá naufragar em novas decepções, assim como
foi no Marrocos. Quem viver, verá.
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