A primeira etapa foi marcada pelas poucas chances criadas
pelo alvinegro. O Nacional veio com uma proposta de marcação e saída nos
contra-ataques e o Galo mostrou muito poucas opções de ataque.
No início do jogo, Guilherme mostrava alguma disposição para
passar de primeira, com intenção de surpreender o adversário, mas foi muito
ineficiente, com os zagueiros do time de Muriaé cortando as jogadas.
Tardelli caía principalmente pela direita, às vezes
invertendo o posicionamento com Fernandinho, que seguia pela esquerda e meio.
Jô esteve bastante fora da área, dificultando as jogadas de cruzamento do
Marcos Rocha. Dátolo, jogando de lateral esquerdo, não prejudicou na marcação,
mas não foi nada decisivo nas jogadas ofensivas, com excesso de passes laterais
e pouco efetivos.
O Nacional, graças aos erros de passes atleticanos,
finalizou duas vezes com perigo e ainda teve outra chance, ao cruzar a bola na
área e ser desviada pelo Dátolo, quase enganando Victor, que mostrou
elasticidade e bom posicionamento.
No final do primeiro tempo, o Atlético ainda tentou forçar
um pouco, mas o toque de bola burocrático do meio campo, não permitiu que o
ataque atleticano balançasse as redes.
Em síntese, o Atlético tocou a bola, mas não teve
objetividade para criar jogadas com maior perigo.
O empate até esse momento do jogo, foi justo.
Segunda etapa –
enfim, os gols!
Os 15 primeiros minutos mais pareceram a repetição do
primeiro tempo. Toque de bola sem eficiência e nada de chances. Até que aos 15
minutos, num contra-ataque do time de Muriaé, Emerson derruba o atacante do
Nacional, fazendo falta na entrada da área. O zagueiro se machuca, mas como ele
tinha cartão no jogo, ele foi expulso mesmo saindo de maca. Na sequência do
lance, Victor salva duas vezes.
Jemerson entra no lugar de Guilherme, para compor o espaço
deixado por Emerson.
Aos 17, novo ataque do Nacional, inaugurando o placar no
Independência.
O panorama da partida em nada mudou. O Nacional vem
pressionando e o Galo sem jogadas criativas, não leva o menor perigo.
Aos 23, falta na entrada da área e o zagueiro Américo da
equipe da Zona da Mata leva o segundo cartão amarelo, deixando as duas equipes
com 10 em campo. A cobrança foi sem perigo.
Aos 26, Josué é substituído por Neto Berola.
Aos 29, após falta na intermediária, levantamento de bola na
área do Nacional e Jô conclui, empatando a partida.
As jogadas ofensivas do Atlético se limitam aos cruzamentos.
Aos 32, Tardelli escapa pela direita, mas não cruzou e nem finalizou.
Enquanto isso, o Nacional permanece na sua proposta em se
defender e sair nos contra-ataques.
35 do segundo tempo, Neto Berola é lançado por Tardelli, mas
finaliza por cima do gol. Com o recuo do DT9 (quando o Guilherme foi
substituído) para o meio campo, o Atlético perdeu a movimentação no ataque e
fica cada vez mais dependente dos cruzamentos na área.
Aos 42, falta recebida por Dátolo e Marcos Rocha cobra com
perigo. Ficou evidente que o argentino renderia muito mais no meio campo, ao
invés da lateral. Dois minutos depois, com mais um lance do Dátolo no meio campo,
enfia uma bola para Jô, que em posição irregular, toca por cima do goleiro,
desempatando a partida.
Com o placar favorável, o Atlético passou a jogar mais
tranquilo nos minutos finais.
Está claro que o Galo precisa urgentemente de um lateral
esquerdo. O Dátolo está merecendo uma chance no meio campo, que se chamar a
responsabilidade para si, poderá ser uma opção quando Ronaldinho Gaúcho não
jogar, ou estiver mal em campo.
Com o resultado, o Atlético assume a terceira posição
no Mineiro, com quatro pontos. Mas sem iludir com o placar, é muito pouco para
um time que pretende defender o título da Libertadores. Falta peças, como já
citei, na lateral esquerda e um meio campo que tenha peito em chamar a
responsabilidade para si, aliviando o peso sobre o R10, que só retornará na
quarta rodada do Mineiro.

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