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terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Jogo fraco, mas o que valeu foram os três pontos

O Atlético estreou na Libertadores contra o Zamora da Venezuela, com um futebol fraco, pouco convincente e cheio de erro de passes.

Nada diferente do que foi apresentado nas últimas partidas, o Galo mostrou pouca criatividade no setor ofensivo. Excesso de passes laterais e muitos, muitos erros de passes, denotando uma equipe com dificuldades em acertar um sistema tático.

O esquema 4-2-3-1 foi levado à campo nessa noite e mais uma vez, prova que Fernandinho, apesar de habilidoso, não tem recursos de seu antecessor na posição, Bernard, tornando falha essa proposta de jogo.

O gol saiu de um escanteio cobrado por Ronaldinho Gaúcho e Jô, aos 42 do segundo tempo, fez de cabeça, garantindo a vitória e um alento nesse início de competição.

Todo o oportunismo de Jô

Mas nem só defeitos foram a tônica do jogo: Josué atuou muito bem como segundo volante, desarmou e buscava logo a saída de bola. Se compararmos com as partidas do Campeonato Mineiro, foi uma melhora significativa. Pierre também foi bem nos desarmes.

Dátolo, atuando mais uma vez na lateral esquerda, foi obediente ao técnico, não comprometendo na defesa, mas sem grandes opções ofensivas.

R10 teve um primeiro tempo fraco, mas melhorou na etapa complementar. O problema é que Fernandinho e Tardelli, jogando aberto pelas pontas, erravam nos passes e não se movimentaram o suficiente para confundir os venezuelanos.

A zaga foi pouco exigida e Victor praticamente assistiu ao jogo.

Jô, como todo artilheiro, foi decisivo, mas mostrou-se perdido em campo boa parte do jogo. Se jogou demais, na tentativa de conseguir uma falta e muitas vezes saiu da área, pois principalmente no primeiro tempo, a bola não chegava.

Paulo Autuori demorou demais para substituir. Foi tomar uma atitude já no fim do jogo. A sorte é que o gol saiu antes da substituição. Poderia ter substituído Tardelli e Fernandinho, por não terem feito diferença alguma dentro de campo. Esse tipo de apatia do treinador, a demora em buscar um ‘plano B’, faz dele um técnico burocrata. Precisa melhorar muito, se quiser ter algum sucesso no Atlético.

Sem firulas, o Atlético necessita encontrar urgentemente um padrão tático e dar chances aos garotos da base, principalmente Marion, Carlos e o Dodô. Claro que não se deve coloca-los na Libertadores, mas utilizar o Estadual como um laboratório para futuras experiências. Enquanto o time não mudar a atitudes, as vitórias continuarão a ser ‘acidentais’. Confrontando com uma equipe melhor qualificada, as chances do revés são muito grandes.

O próximo jogo é o clássico contra o Cruzeiro, domingo, às 16 horas, válido pelo Campeonato Mineiro. Pelo andar da carruagem, o Atlético terá muitas dificuldades em vencer no Independência, se continuar com um futebol tão pobre.

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